Meu terceiro – e último – dia em Veneza

Informações Práticas:

Hospedagem: Hotel Caneva – Sestiere de Castello, 5515, Veneza . No post Minhas hospedagens na Itália, comentei sobre todos os hotéis que fiquei no país, com informações e dicas.

Quanto gastei no dia? 59,60 Euros (25 Euros com a diária do Hotel – diária de 50 Euros, dividida por dois viajantes; 34,60 Euros na cidade, com refeições, lembranças, etc)

Nota turística (de 0 a 10):  Quem, em sã consciência, não dá 10 para Veneza?! 😉

Para saber sobre a cidade: veja os posts na categoria VENEZA.

Para encerrar a minha estadia na deslumbrante Veneza, fui visitar as famosas ilhas Murano, Burano e Torcello (para saber sobre as ilhas, veja o post do blog com as informações sobre elas). Como visitar as ilhas: De vaporetto. Veja o post do blog com as informações sobre o transporte e no MAPA as linhas que fazem o trajeto até as ilhas.

Peguei o vaporetto em frente a praça San Marco e fui direto para Murano. Como era muito cedo, fui caminhar e conhecer a ilha que parece uma mini Veneza. Para aproveitar o Museu Pass, visitei o Museu do Vidro. Minha opinião: totalmente dispensável! Ainda bem que a entrada estava inclusa com o Museu Pass e não paguei pelo bilhete. A única peça verdadeiramente interessante é um grande lustre no meio da sala. Mas visitar um museu apenas por um lustre não dá, não é mesmo?

Murano

Murano

Outra atração da ilha é a demonstração do trabalho com o vidro. Não é difícil de encontrar. Na ilha, há diversas fábricas, com alguns funcionários nas portas chamando os turistas. Outra decepção! A entrada é paga, a demonstração é muito rápida e é perceptível a má vontade dos vidreiros em fazer o trabalho. No final, eles “empurram” os turistas para uma loja, informando que todas as peças possuem desconto. Papo de vendedor… Um cavalo, na loja, custava 90 euros. Vi o mesmo cavalo em uma loja em Veneza por 22 euros. Saí, literalmente, correndo…

As demonstrações nas fábricas de vidro de Murano

As demonstrações nas fábricas de vidro de Murano

A minha permanência em Murano foi muito rápida e, sinceramente, é um passeio que não convence. Hoje, se fosse refazer meu roteiro, com certeza a ilha não faria parte. E fiquei com aquela sensação de tempo perdido. Inclusive, encontrei uma brasileira no Museu do Vidro e ela já estava indo embora, igualmente decepcionada.

Segui para Burano, pegando o vaporetto no mesmo local de chegada. Antes de atracar, fiquei com receio de ter a mesma impressão que Murano e, felizmente, me enganei muito. Burano é linda! Um encanto repleto de charme. As ruas, as vielas, a praça, as pontes, etc, deixam a impressão de uma cidade cenográfica e é impossível acreditar que pessoas moram no local. Almocei no mesmo restaurante que a Elizabeth Taylor frequentava e os pratos estavam uma delícia e com preços justos.

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Não é preciso muito tempo para conhecer a cidade. Em pouco tempo você percorre toda a extensão da ilha. Depois do almoço, aproveitei para comprar lembranças dos vidros de Murano. Há barraquinhas vendendo peças por 1/3 do valor cobrado em Veneza. Comprei uma família de sapos de vidro para minha mãe – ela adora – e paguei 3,50 euros. Em Veneza, as mesmas peças estavam por 11 euros. Economia, algo que eu amo!

Burano

Burano

Burano

Burano

O passeio por Burano foi maravilhoso. Uma pena não ter uma bola de cristal, senão não teria incluído Murano e deixaria todo o tempo para Burano. As cores das pequenas casas, os varais de roupas, as janelas floridas, etc, são um espetáculo. Prepare sua máquina fotográfica, porque tenho certeza que serão dezenas de fotos!

Dez minutos de barco depois eu estava em Torcello, a mais antiga das três ilhas e a primeira a ser habitada na Lagoa de Veneza, ainda no século 5. O principal atrativo da ilha é a Catedral de Santa Maria Assunta, fundada em 639 e com muitas obras bizantinas dos séculos XI e XII, incluindo mosaicos. O passeio é interessante, mas a minha paixão já estava com Burano!

Após o dia cansativo (o sol estava incrivelmente forte), voltei para o hotel, tomei um bom banho e me arrumei. O meu objetivo era conhecer o famoso e requintado Harry’s Bar. Se você não encontrar o endereço, é só perguntar para alguém na Piazza San Marco. Todos os habitantes de Veneza conhecem o bar, que foi frequentado por Ernest Hemingway, e o clássico coquetel Bellini – prosecco e purê de pêssego – invenção do proprietário Giuseppe Cipriani. Prepare o bolso: o local é conhecido, também, pelos altos preços.

A terceira decepção do dia: o bar é muito pequeno, com um cheiro de charuto e cigarro insuportável e com todos os espaços abarrotados de pessoas. A minha solução: saí do bar e entrei em uma pequena lanchonete. Pedi duas garrafinhas de Bellini – sim, existe pronto – bem geladas, sentei nas escadarias, tirei o sapato e fiquei balançando os pés na água, saboreando a bebida e brindando a realização do meu sonho de conhecer Veneza!

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As garrafinhas de Bellini. Não deixe de experimentar!

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