Meu segundo dia em Veneza

Informações Práticas:

Hospedagem: Hotel Caneva – Sestiere de Castello, 5515, Veneza . No post Minhas hospedagens na Itália, comentei sobre todos os hotéis que fiquei no país, com informações e dicas.

Quanto gastei no dia? 106,94 Euros (25 Euros com a diária do Hotel – diária de 50 Euros, dividida por dois viajantes; 43 Euros com atrações da cidade; 38,94 Euros na cidade, com refeições, lembranças, etc)

Nota turística (de 0 a 10):  Quem, em sã consciência, não dá 10 para Veneza?! 😉

Para saber sobre a cidade: veja os posts na categoria VENEZA.

Roteiro do dia: Clique AQUI para ver o mapa no Google com o meu roteiro do dia!

Algumas pessoas preferem acordar e tomar o café da manhã no hotel. Faço parte do outro grupo: gosto de, a cada dia, tomar o café em um local diferente para experimentar outras delícias do país. Sem contar que o café no hotel é, geralmente, muito mais caro do que você tomar em uma charmosa e simples confeitaria e sempre possui as mesmas coisas. Nesse dia, parei no espaço onde acontecesse o Mercado de Rialto e encontrei uma pequena lanchonete, um pouco escondida, e tomei um café com um croissant de nutella maravilhoso!

Primeira parada: o Museu Peggy Guggenheim. Peguei o vaporetto e desci na parada Accademia. O acervo contém, principalmente, a coleção de arte particular de Peggy Guggenheim, ex-exposa do artista Max Ernst e sobrinha de Solomon robert Guggenheim. O acervo é pequeno, mas de valor inestimável. Obras de Picasso, Magritte, Salvador Dalí e Jackson Pollock. Além das fabulosas pinturas, você pode acompanhar um pouco da trajetória da excêntrica Peggy. Uma curiosidade: Peggy tinha a sua própria gôndola e gondoleiro. As cinzas de Peggy estão enterradas no jardim, juntamente com seus cachorrinhos. Uma visita que você não pode perder!

Museu Peggy Guggenheim

Museu Peggy Guggenheim

Saindo do museu, peguei um traghetto, barcos semelhantes às gôndolas, que fazem apenas a travessia de um lado para o outro do Grande Canal, com um preço infinitamente menor que as gôndolas. Como me empolguei no Museu da Peggy, acabei ficando mais do que o tempo previsto e, quando saí, já estava na hora do almoço. Longe do centro turístico, encontrei um pequeno restaurante, com pratos caprichados. Para sobremesa, um verdadeiro tiramisú italiano.

Tiramisú

Tiramisú

Para aproveitar a hora do almoço, quando todos os turistas saem dos pontos turísticos à procura de restaurantes, fui para a Basílica de San Marco para conhecer o seu interior. Dica: a entrada para a Basílica é grátis, mas é proibido usar roupas curtas, como shorts e regatas. Se você estiver usando algo parecido, eles oferecem um pano para você se cobrir. Mochilas grandes e malas também são proibidas. Há um bagageiro próximo à Basílica, indicado pelos guardas.

A localização da Basílica é identificada em todos os lugares

A localização da Basílica é identificada em todos os lugares

A estrutura básica do edifício foi pouco alterada, mas a sua decoração mudou muito ao longo do tempo. Foi adornada especialmente no século XIV e era raro um navio veneziano voltar do oriente sem trazer uma coluna, capitéis ou frisos retirados de algum edifício antigo e destinados à igreja. Aos poucos, a alvenaria exterior de tijolos foi recoberta com mármores e outros elementos, alguns mais antigos que o próprio prédio. Uma nova fachada foi erguida e os domos foram cobertos com estruturas mais altas em madeira, de modo a tornar o conjunto mais harmônico com o novo estilo gótico do Palácio dos Doges.

Por dentro, as paredes foram recobertas com mosaicos, numa mistura dos estilos bizantino e gótico; o piso, do século XII, é uma mistura de mosaico e mármore em padrões geométricos e desenhos de animais. Os mosaicos contêm ouro, bronze e uma grande variedade de pedras.

Os Cavalos de São Marcos foram acrescentados à basílica em torno de 1254. São obra da Antiguidade Clássica. Foram enviados para Veneza em 1204 pelo Doge Enrico Dandolo, como parte do saque de Constantinopla na Quarta Cruzada. Foram retirados por Napoleão em 1797, mas devolvidos à basílica em 1815, onde permaneceram até os anos 1990. Encontram-se atualmente numa sala de exposições, havendo sido substituídos por réplicas em fibra de vidro.

1280px-Venice_-_St._Marc's_Basilica_02

A Basílica de San Marco – Foto Wikipédia

2

Os Cavalos originais da Basílica

1280px-Pala_D'OroII

Atrás do altar principal, está a Pala D´Oro, obra de 1.105, feita de placas de ouro, prata e pedras preciosas. Foto – Wikipédia

Aproveitando a localização, fui direto para o Campanário, pois a maioria dos turistas ainda estavam almoçando. Havia uma pequena fila, que acabou muito rápido. A única forma de subir no Campanário é de elevador e já adianto: ele balança. Mas a vista é deslumbrante e compensa qualquer receio. Dica: aproveite a hora do almoço para visitar as atrações mais concorridas.

Campanário

Campanário

5

A Basílica do alto do Campanário

8

A Ilha de San Giorgio Maggiore do alto do Campanário

Após descer do Campanário, comecei a minha pesquisa para encontrar uma gôndola. Não é difícil, pois há dezenas nos canais, ocasionando até congestionamento. Mas eu estava à procura de uma gôndola com um bom preço, o que é algo raro. Felizmente, consegui um por um preço inferior ao dos primeiros que conversei. Não deixe de fazer o passeio, mesmo se o seu objetivo é economizar. É incrível! Dica: deixe o preço acertado com o gondoleiro ANTES do passeio. Os preços, geralmente, sobem no final de tarde. O valor é pelo passeio, independente do número de passageiros. Se você estiver sozinho, pergunte para alguém se não quer ir com você e dividir o valor.

O passeio durou 45 minutos e eu tenho duas palavras para descrevê-lo: imprescindível e deslumbrante. Não importa o preço, não deixe essa oportunidade passar. Veneza, vista pelo passeio de gôndola, é algo inesquecível. E depois de tanto esperar, planejar, economizar, etc, você merece!

Minha foto preferida: a Ponte Rialto, a gôndola e... meus pés!

Minha foto preferida: a Ponte Rialto, a gôndola e… meus pés!

No dia anterior – Meu primeiro dia em Veneza – eu visitei o Palazzo Ducale e passei por dentro da famosa Ponte dos Suspiros. Ela foi construída em 1602 para unir o Palazzo e a prisão local, a Prigioni Nove. Diz a lenda que o nome deve-se aos suspiros dos prisioneiros que, ao atravessar a ponte, admiravam pela última vez o mundo exterior. Era o momento de vê-la por fora, como aparece nos livros!

Ponte dos Suspiros

Ponte dos Suspiros

Para finalizar o dia, comprei alguns aperitivos e uma bela e gelada cerveja Moretti e sentei nas escadas do Grande Canal para apreciar o pôr do sol. O sol cobrindo os prédios, os gondoleiros passando, os turistas se divertindo sentados nas escadas… Sabe aquela expressão que diz “não tem preço?”. Então, ela provavelmente foi dita por alguém que estava fazendo o mesmo…

14

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s