Meu quarto – e último – dia em Roma

Informações Práticas:

Hospedagem: Maison Vaticana – Via Ottaviano, 42 | 00192, Roma. No post Minhas hospedagens na Itália, comentei sobre todos os hotéis que fiquei no país, com informações e dicas.

Quanto gastei no dia? 66 Euros (32,50 Euros com a diária do Hotel – diária de 65 Euros, dividida por dois viajantes; 18,50 Euros com as atrações turísticas; 15 Euros na cidade, com refeições, lembranças, etc)

Nota turística (de 0 a 10): 10 😉

Para saber sobre a cidade: Veja os posts da categoria ROMA

Roteiro do dia: Clique AQUI para ver o mapa no Google com o meu roteiro do dia!

Para o meu último dia em Roma, o meu roteiro contava com três objetivos: visitar a Basílica de São Pedro (o interior), a igreja de Santa Maria della Vitoria e a Galleria Borghese (com os ingressos comprados antecipadamente).

O melhor conselho para visitar a Basílica de São Pedro é: acorde muito cedo. Cheguei às 8h da manhã e nem os guardas que organizam as filas estavam na praça. De repente, vi um segurança sair e perguntei se já poderia entrar: “Si”. Um milagre! Entrei pela porta principal e fiquei deslumbrado. Por alguns segundos é possível pensar que o local não foi construído por humanos. Se a pretensão era edificar algo que pudesse ser nominado como “divino”, eles conseguiram! (Para informações sobre a Basílica e como visitá-la, veja o post Atrações de Roma – Vaticano)

A Basílica de São Pedro

A Basílica de São Pedro

Apenas algumas freiras estavam em um dos cantos rezando e isso proporcionou uma das experiências mais marcantes da minha vida: visitar a Basílica de São Pedro praticamente vazia. Andar por toda aquela extensão, apreciando todos os detalhes das esculturas foi magnífico!

Na primeira capela da alameda, ao do lado direito, encontra-se – solitária – uma das maiores obras de Michelangelo: a Pietá. Os detalhes são impressionantes! Em mármore, a escultura representa a Virgem Maria, que tem nos braços o corpo de Cristo logo após a retirada da cruz. O efeito da sombra sob a figura proporciona um efeito translúcido no tecido, sendo uma das maiores obras-primas do artista.

Pietá, de Michelangelo

Pietá, de Michelangelo

Em 1972, a Pietá (Piedade, em italiano) foi atacada e, desde então, está protegida por um vidro à prova de bala (para saber mais sobre o ataque, clique AQUI). Curiosidade: a fita que atravessa o peito da Virgem traz a assinatura do artista, a única que se conhece: “Michael Angelus Bonarotus Florent Facieba” – Miguel Angelo Buonarotus de Florença fez. Se você chegar cedo, aproveite para tirar fotos. Após a chegada dos turistas, será impossível!

O interior da Basílica é repleto de riqueza e a suntuosidade das obras e da arquitetura é um dos motivos dos quais o Vaticano encanta tantos fiéis católicos. O Baldaquino, obra de Gian Lorenzo Bernini, é o centro, situado no altar papal acima do túmulo de São Pedro. A obra-prima foi encomendada para o Papa Urbano VIII, feito de bronze dourado, com quase 30 metros de altura e foi contruído de 1624 a 1633.

Detalhe do Baldaquino

Detalhe do Baldaquino

No subsolo (acesso pela lateral da Basílica ou no pelo interior, próximo à estátua de Santo André), há o local onde estão os túmulos de diversos Papas e outras figuras ilustres para a igreja católica. É nesse cemitério que está o suposto túmulo de São Pedro,  um dos doze apóstolos de Jesus Cristo e o primeiro Papa.

Após a visita ao interior da Basílica, segui para subir até a cúpula. Projetada por Michelangelo e concluída em 1590 após a morte do artista, a cúpula possui 551 degraus até a parte destinada para visitação. Pode-se utilizar um elevador (aconselho), que economiza metade do caminho (sobram 320 degraus).  E aqui está um dos maiores erros cometidos pela grande maioria dos turistas: eles visitam a Basílica e não sobem na cúpula. Um erro gravíssimo! Eu era o único turista na cúpula. A vista de 360º da cidade é estonteante, sem contar na belíssima visão da Praça São Pedro. Ao olhar a praça, percebi a imensa fila se formando para entrar na Basílica e agradeci por ter acordado cedo! “São Pedro ajuda quem cedo madruga”. (Para informações, preços e horários para a cúpula, veja o post Atrações de Roma – Vaticano)

A vista da cúpula da Basílica

A vista da cúpula da Basílica

Desci da cúpula e passei pelas centenas de pessoas que formavam a fila para entrar na Basílica. Meu segundo objetivo do dia: a Igreja Santa Maria della Vitoria. Além de conhecer a igreja, meu objetivo era conhecer a famosa estátua de Bernini: O Êxtase de Santa Teresa. Muitos comparam as obras de Bernini com as de Michelangelo. As do primeiro são fantásticas, sem discussões. Mas nada se compara ao segundo.

O Êxtase de Santa Teresa - Foto Wikipédia

O Êxtase de Santa Teresa – Foto Wikipédia

Para chegar à igreja, peguei o metrô e desci na estação Repubblica. Dica: observei dezenas de pessoas perdidas pelas ruas. Inclusive, ajudei muitas. É imprescindível você possuir um mapa da cidade e marcar os pontos e atrações turísticas do seu interesse. Assim será mais fácil saber qual estação de metrô descer ou um ponto de referência. 

A igreja começou em 1605 com uma capela dedicada a São Paulo utilizada pelos carmelitas descalços. Depois da vitória católica na Batalha da Montanha Branca em 1620, que interrompeu o avanço da Reforma na Boêmia, a igreja foi rededicada à Nossa Senhora. Estandartes otomanos capturados no Cerco de Viena (1683) estão pendurados na igreja como parte do tema da “Vitória”.

Os carmelitas descalços financiaram as obras da construção até a descoberta, durante as escavações, da famosa escultura “Hermafrodita Borghese”, atualmente no Louvre. Scipione Borghese, sobrinho do papa Paulo V, se apoderou da escultura, mas, em troca, financiou o resto do trabalho na fachada e emprestou seu arquiteto, Giovanni Battista Soria, para os frades. A obra terminou em 1626.

A grande atração da igreja – e o grande motivo pelo qual ela é visitada – é a escultura de Santa Teresa. Esculpida durante o período de 1645-1652, seguindo as tendências do estilo barroco, ela se encontra em um nicho em mármore e bronze dourado na Capela Cornaro, no interior da igreja. A beleza da obra se deve ao uso da iluminação e da fidelidade da escultura, que conferem à obra expressões mais simples e repletas de emoções. Ao observar a escultura de longe, é impossível acreditar que o manto da santa é de mármore. Parece que, a qualquer momento, o vento vai balançar as dobras. Lindíssima!

Não demorei muito na igreja, pois a terceira etapa do roteiro do dia era a mais longa. Antes, encontrei um pequeno e aconchegante restaurante para almoçar. Ah, as famosas massas italianas. Comi um nhoque, acompanhado de molho branco e bacon, que quase pedi mais um prato. Muito saboroso, ainda mais acompanhado por uma boa taça de vinho.

Após vinte minutos de caminhada cheguei à Villa Borghese, um grande parque. Nele, em um palácio construído entre 1613 e 1616 pelo cardeal Scipione Borghese, está a Galleria Borghese. O local possui dois andares e está dividido em duas seções: no primeiro andar ficam as deslumbrantes esculturas, como Apollo e Dafne e o Rapto de Proserpina, ambas de Bernini; no segundo andar está a incrível coleção de quadros, com obras de Caravaggio, Leonardo da Vinci, Rafael, Ticiano e Rubens. Sinceramente, foi um dos museus mais lindos que visitei na Itália. Uma brasileira, que encontrei enquanto visitava o segundo andar, concordou comigo. Aconselho – muito – a visita.

Galleria Borghese

Galleria Borghese

Dica: Para visitar a Galleria Borghese é necessário comprar o ingresso antes pela internet no endereço www.galleriaborghese.it. Há horários marcados para cada grupo de turistas.

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Apolo e Daphne – Foto: Wikipedia

Para aproveitar um pouco mais a cidade, peguei o metrô e voltei para o centro. Andei pelas ruas lotadas, com centenas de turistas, e aproveitei para comprar lembranças de Roma. Era o meu último dia antes de seguir viagem para a costa italiana e já estava com saudades. Meu roteiro pela cidade foi finalizado, sem nenhum problema. Ao chegar na cidade, é preciso focar: Roma é um banquete visual e a vontade de ver e visitar tudo é quase impossível de conter. Mas, naquele momento final, o meu banquete era mais simples: comprei alguns pedaços de pizza e sentei para apreciar a movimentação e me despedir de uma das cidades mais encantadoras – e caótica – que já visitei!

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