Meu segundo dia em Roma

Informações Práticas:

Hospedagem: Maison Vaticana – Via Ottaviano, 42 | 00192, Roma. No post Minhas hospedagens na Itália, comentei sobre todos os hotéis que fiquei no país, com informações e dicas.

Quanto gastei no dia? 66,25 Euros (32,50 Euros com a diária do Hotel – diária de 65 Euros, dividida por dois viajantes; 7 Euros com as atrações turísticas; 26,75 Euros na cidade, com refeições, lembranças, etc)

Nota turística (de 0 a 10): 10 😉

Para saber sobre a cidade: Veja os posts da categoria ROMA

Roteiro do dia: Clique AQUI para ver o mapa no Google com o meu roteiro do dia!

Depois de uma noite maravilhosa de descanso – necessária devido ao dia anterior – acordei e fui direto para a cafeteria próxima ao Maison Vaticana. Não queria perder tempo, já que o roteiro do dia incluía as ruínas. Peguei o metrô e desci na estação Colosseo. Ao sair da estação, a fantástica imagem do Coliseu estava diante dos meus olhos.

Dica: cuidado com os homens vestidos de gladiadores na porta do Coliseu. Eles se oferecem para tirar uma foto e essa gentileza pode sair bem cara. Presenciei a abordagem de uma moça: eles tiraram algumas fotos e a deixaram muito alegre com as brincadeiras. No final, a cobrança: 25 euros. Na mesma hora, o sorriso dela desapareceu… e ela pagou!

O interior do Coliseu

O interior do Coliseu

Ao chegar próximo à bilheteria, fiquei espantado! A fila para entrar era gigantesca, sem exageros. Perguntei para um dos atendentes qual era o procedimento para utilizar o Roma Pass e ele apontou a entrada com o passe. Minha alegria voltou instantaneamente: uma grande bandeira com o nome do Roma Pass acima de uma catraca VAZIA. Ao passar, nem acreditei que não seria necessário aguardar naquela fila. Planejamento de viagem é sinônimo de economia de tempo! Dica: não deixe de comprar o Roma Pass para entrar no Coliseu! 

A grande arena romana foi construída por ordem do imperador Flávio Vespasiano, e iniciou-se em 72 d.C. no local de um antigo palácio de Nero, antecessor de Vespasiano, no comando do império. Atualmente, figura na lista como uma das novas “Sete Maravilhas do Mundo Moderno”. Se hoje ficamos maravilhados com as gigantescas construções modernas, imagino como o Coliseu encantou os romanos na data de sua inauguração.  Dica: Já comentei no post Atrações de Roma – Ruínas sobre o Coliseu e as outras atrações do complexo, com ótimas dicas.

É possível andar por todas as vias ao redor, menos no centro, que não estavam abertas ao público. Permaneci um tempo considerável no Coliseu, subindo pelas arquibancadas, admirando as entradas, os arcos, etc. É o local que, provavelmente, você encontrará a maior diversidade de nacionalidades. Alemães, japoneses, árabes, espanhóis, chineses, suíços, americanos e brasileiros foram apenas alguns grupos que encontrei durante à visita. Dica: Quer saber mais sobre a História do Coliseu? Clique AQUI.

Saindo do Coliseu, fui em direção as demais ruínas. Lembre-se que o ingresso (com o Roma Pass ou comprado na bilheteria) também vale para o Foro Romano e o Palatino. Uma dica: siga o fluxo porque, mesmo com um mapa do local, você irá se perder. Outro fator: o passeio é muito interessante, mas é cansativo. Se o sol estiver forte, o cansaço é muito maior. Não esqueça de levar água, chapéu, protetor solar e ir com um tênis confortável. Não vá de sapatilhas, chinelos ou calçados abertos. Presenciei muitas pessoas machucando os pés devido as pequenas pedras que entram pelos chinelos e sapatilhas.

As ruínas...

As ruínas…

roma 3

Após visitar o Coliseu, o Arco de Constantino, o Palatino, o Circo Máximo e o Fórum Romano, finalizei o meu roteiro da manhã. Confesso: é uma viagem completa pela história, principalmente ao presenciar arqueólogos escavando o local a procura de novas evidências sobre a vida dos antigos romanos. Aviso que, para quem não gosta de ruínas, o passeio pode ser um pouco tedioso.

Almocei em um dos pequenos restaurantes localizados nas movimentadas ruas próximas aos Museus Capitolinos, uma atração turística imperdível. Os museus são um conjunto de palácios romanos que abrigam uma vasta e importante coleção de obras de arte. Localizam-se no topo da colina do Capitólio e neles estão duas obras que eu queria muito ver: a escultura da Loba, símbolo de Roma, e um busto da Medusa, esculpido por Bernini.

A escultura da Loba

A escultura da Loba

O busto da Medusa, de Bernini

O busto da Medusa, de Bernini

A lenda diz que Rômulo e Remo foram encontrados e amamentados por uma loba, após serem atirados no rio Tibre pelo rei Amúlio. A história termina de uma forma trágica: Rômulo matou o irmão e fundou Roma. Se você, assim como eu, era apaixonado por História na época escolar vai se lembrar que em qualquer livro que relatasse a fundação da cidade, a escultura da loba ilustrava o conteúdo.

Ao lado dos Museus Capitolinos está o Monumento a Vittorio Emanuele. Até hoje, a construção é motivo para diversas controvérsias. Chamado de “bolo de noiva” ou “máquina de escrever” devido a sua forma e opulência, ele é um dos pontos iniciais para muitos turistas conhecerem a cidade. Construído em honra a Vitor Emanuel II, unificador e primeiro rei da Itália, é feito de puro mármore branco e é facilmente visto de qualquer ponto da cidade. Há dois elevadores panorâmicos que levam ao topo do monumento, localizados nas laterais, próximos às colunas coríntias. Para utilizar o elevador, paga-se pelo bilhete. É uma das vistas mais bonitas da cidade!

Monumento a Vittorio Emanuelle

Monumento a Vittorio Emanuelle

Aproveitando o verão italiano, onde os dias são mais longos, aproveitei para conhecer a Igreja San Pietro in Vincoli, próxima as atrações do meu roteiro. Ao chegar, é preciso atenção para encontrá-la pois ela não se parece com uma igreja. O local abriga um tesouro: o Moisés, de Michelangelo. Diz a lenda que, quando ele terminou o trabalho, pegou um martelo e bateu no joelho da estátua e disse: “Parla!” (Fala) devido a impressionante perfeição. Sinceramente… eu faria o mesmo! A obra é deslumbrante.

A igreja San Pietro in Vincoli

A igreja San Pietro in Vincoli

O Moisés, de Michelangelo

O Moisés, de Michelangelo

Há outras relíquias no recinto, como as supostas correntes nas quais o apóstolo Pedro foi preso. A igreja estava lotada e a maioria eram italianos. Conversei com um dos seguranças e ele disse que não há grandes índices de turistas no local. A igreja é frequentada, basicamente, por romanos que são devotos do apóstolo.

Por incrível que parece, ao sair da igreja, o sol ainda estava alto. Aproveitei, peguei o metrô e desci na estação Barberini para visitar a peculiar Igreja Immacolata Concezione, famosa pela sua cripta repleta de ossos de capuchinhos. Atenção: para entrar na igreja não são permitidos trajes menores (regatas, shorts, etc). A senhora que cuidava da entrada não permitiu a entrada de duas italianas que estavam com regatas e micro-shorts.

Quanto à cripta?! Macabra! Mas o trabalho é muito interessante. Há muitos anos atrás, quando eu era adolescente, vi a reportagem sobre o local no programa do Gugu (você pode ver a reportagem AQUI) e fiquei muito curioso. Não poderia deixar de tirar uma foto. Ao disparar o flash, escutei lá do fundo: “No foto, please”. Era a senhora da entrada… extremamente educada!

A cripta com os ossos dos Capuchinhos

A cripta com os ossos dos Capuchinhos

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