Buenos Aires – Dicas

Acabei de chegar de viagem – dez dias em Buenos Aires – e antes de começar a relatar o que aconteceu em cada dia, vou dar algumas dicas imprescindíveis para a sua viagem:

1- Para entrar no país é necessário o passaporte ou a identidade (em boas condições e a foto deve permitir claramente a identificação do titular). Não são aceitos nenhum outro tipo de documento (CNH, certidão de nascimento, etc). Se você estiver com a identidade, irá receber um comprovante que deve ser guardado até a sua saída do país.

2- Na imigração, você deve informar o hotel em que se hospedará, tirar uma foto, colher a digital e responder algumas perguntas rotineiras. Esse procedimento é realizado tanto na entrada como na saída do país.

3- Ao chegar no aeroporto, não pense duas vezes: vá diretamente ao guichê dos táxis Ezeiza e solicite um táxi para o seu hotel. O pagamento é feito no balcão e custa 450 pesos para qualquer lugar da cidade. Por utilizar os serviços, há um desconto para o percurso hotel/aeroporto no final da sua viagem no valor de 350 pesos (agende com, no mínimo, três horas de antecedência pelo telefone que estará no comprovante entregue pela atendente). É a melhor opção, principalmente se você não conhece a cidade. Outras opções como transfers, ônibus, etc, podem ser um pouco mais em conta, mas a demora e as conexões podem gerar complicações. Obs: NUNCA aceite serviços de quem oferece táxi. Vá diretamente para o guichê dos táxis Ezeiza – www.taxiezeiza.com.ar.

4- Infelizmente, o câmbio oficial do país está muito ruim. O Banco de la Nácion, no dia da minha chegada, estava 2,70 pesos para 1 real. Nas casas de câmbio não-oficiais da Calle Florida – a rua onde se concentram os cambistas – consegui por 3,95 pesos para 1 real. Em restaurantes, a cotação do real estava melhor do que no Banco (3,50 pesos para 1 real). É arriscado trocar o dinheiro com as pessoas que abordam você na rua. Dê preferência para as casas de câmbio não-oficiais. Há várias no interior das galerias da rua e há câmbio para real, dólares e euro. Confira bem as notas e lembre-se: é uma contravenção e deve-se ter precaução.

5- Os táxis são uma opção para conhecer a cidade, mas há dezenas de ônibus circulando e que oferecem um meio de transporte mais em conta. Para utilizá-los, compre um cartão SUBE em lotéricas ou kioscos (uma banca de doces e tabacaria) pelo valor de 30 pesos e abasteça com o valor que desejar. A passagem custa 3,50 pesos e, ao entrar no ônibus, você deve informar o destino para o motorista. O cartão é muito vantajoso, até porque os ônibus só aceitam moedas. No site www.mapa.buenosaires.gov.ar você pode simular o seu trajeto e saber qual ônibus faz o percurso.

6- Os preços estão muito altos em Buenos Aires. Aquela época em que valia muito a pena visitar a cidade para fazer compras ficou no passado. Mas os restaurantes ainda estão com preços muitos bons em comparação com o Brasil. É possível jantar em um bom restaurante com entrada, prato principal e vinho para duas pessoas por 350 pesos (em média, 100 reais – 50 reais para cada um).

7- Para alimentação, ainda há locais muito bons e mais baratos, como os restaurantes Self-Service – Comida para llevar. É só pegar a bandeja, se servir, pesar e levar. Experimentei dois, com uma excelente comida, que incluía peixe a milanesa, bolinhos de espinafre, rolinhos primavera e um macarrão delicioso. O preço? 42 pesos – 10 reais.

8- Quer um excelente passeio, principalmente se você estiver com crianças? O parque Temaikèn, o meu passeio preferido da viagem. Bonito, limpo e com diversos animais. Reserve, no mínimo, uma tarde para o passeio.

9- Excluindo a Recoleta e Puerto Madero, os outros bairros da cidade estão muito sujos e com muitas pessoas pedindo dinheiro e morando nas ruas. Passeando por um local, tirei a máquina fotográfica da bolsa para tirar algumas fotos e uma moça avisou: “Cuidado aqui na cidade. Em todos os lugares estão assaltando os turistas”.

10- Cuidado com os golpes! Leio muito sobre os artifícios que os ladrões usam para enganar e roubar turistas. Andando próximo a Puerto Madero, um senhor tentou comigo o golpe do “cocô de passarinho”. Eles jogam em suas costas um líquido viscoso e fedido e depois se prontificam a ajudar a limpar. Dessa forma, conseguem pegar sua carteira ou bolsa. Geralmente, há mais de uma pessoa no golpe. Ao perceber o líquido, falei alto: “É golpe!” e o senhor que estava atrás de mim correu e entrou em um táxi. Excluindo esse fato, não tentaram mais nada comigo – e não vi acontecer com outras pessoas – durante os dez dias de viagem.

11- Sobre o famoso El Caminito, no bairro La Boca: desça, tire fotos e vá embora. Essa dica é de locais. O lugar está muito sujo, decadente e a criminalidade na região é muito conhecida. O dono do apartamento em que me hospedei recomendou para nem ir lá e, se fosse, nem entrar em outras ruas.

12- Não esqueça a sua carteira de estudante. Ela é válida em vários locais. Pergunte! Com a minha carteirinha, não paguei a entrada no museu MALBA na quarta-feira – porque é grátis para estudantes – e  paguei meia entrada no museu Colección de arte Amalia Lacroze de Fortabat, em Puerto Madero.

Nos próximos posts, os relatos de todos os dias da minha viagem, com todas as dicas e informações para a sua viagem!

Para informações e atrações dos bairros de Buenos Aires, veja AQUI!

Puerto Madero

Puente de la Mujer – Puerto Madero

Anúncios

2 comentários sobre “Buenos Aires – Dicas

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s