Atrações de Roma – Vaticano

O Vaticano – ou Cidade do Vaticano – é a sede da Igreja Católica e uma Cidade-Estado soberana, com um território de 0,44 km² e com uma população com um pouco mais de 800 habitantes, é o menor país do mundo localizado no interior de outra nação, a Itália, próxima à capital, Roma. Foi criado em 1929 quando o papa Pio XI e o ditador Benito Mussolini assinaram o Tratado de Latrão que previa o Vaticano como um estado independente e o recebimento de uma indenização pela perda do seu território durante a unificação alemã e em contra partida, a Igreja Católica teve que abrir mão das terras conquistadas na Idade Média e também teve que reconhecer Roma como a capital da Itália.

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Fonte/Mapa: Wikipédia

No Vaticano, encontram-se duas grandes – e deslumbrantes – atrações para o público:

BASÍLICA DE SÃO PEDRO – É a maior igreja do cristianismo e um dos locais religiosos mais visitados do mundo. Com centenas de obras valiosas, sua construção gigantesca é impressionante. Recebeu a contribuição artística de grandes nomes como Bernini, Michelangelo, Rafael e Bramante. Sob o altar, encontra-se o túmulo de São Pedro, um dos doze apóstolos de Jesus Cristo e o primeiro Papa. A basílica passou por diversas ampliações até chegar a construção atual, com uma área de 23 000 m², que demorou 120 anos para ser finalizada. O interior abriga 45 capelas e 11 altares que abarcam obras de arte bastante valiosas, entre as quais algumas da antiga basílica, como a estátua em bronze de São Pedro. Dentre suas obras, algumas merecem destaque, como: o Monumento ao Papa Alexandre VII e o Baldaquino, ambos de Bernini; a deslumbrante Pietá e a Cúpula de São Pedro são obras do magnífico Michelangelo. Em frente a Basílica, encontra-se a Piazza San Pietro, onde uma multidão reúne-se aos domingos e em festas religiosas para receber a bênção do Papa.

Um pouco de História: Pedro, depois de um ministério com cerca de trinta anos, viajou para Roma e evangelizou grande parte da população romana, causando a ira do Imperador. Assim, Pedro foi executado no ano 64 d.C. durante o reinado do imperador romano Nero e crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, perto do obelisco no Circo de Nero, local onde ocorriam competições na Roma Antiga e, segundo consta, o martírio de cristãos.

Os restos mortais de São Pedro foram enterrados fora do circo, na colina do Vaticano, a menos de 150 metros do local da sua morte. O seu túmulo foi inicialmente marcado apenas com uma pedra vermelha, símbolo do seu nome. Um santuário foi construído neste local alguns anos mais tarde. Quase trezentos anos depois, ordenado pelo Imperador Constantino, a Antiga Basílica de São Pedro foi construída neste local. Da Antiga Basílica, nada restou, mas a Basílica atual foi erguida sobre a antiga.

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Basílica de São Pedro. Fonte: Wikipédia

Visita virtual à Basílica: www.vatican.va

Como chegar: Metrô – Estação Otaviano/São Pedro.

Visita – Basílica: Para entrar na Basílica, você não paga nada. Uma dica preciosa: chegue cedo! Cheguei à Piazza San Pedro antes das 8h da manhã e estava vazia. Entrei na Basílica e não encontrei nenhum turista, somente algumas freiras arrumando um altar. Consegui apreciar tudo, sem interrupções, e com um silêncio – perdão pelo trocadilho – divino. E alcancei o impossível: tirei dezenas de fotos da Pietá sem nenhum obstáculo. Dica de ouro! Informações: Entrada gratuita – horários AQUI.

Visita – Grutas: Cemitério subterrâneo, contendo dezenas de túmulos de Papas e – supostamente – o túmulo de São Pedro. Acesso: lateral da Basílica ou pelo interior, próximo à estátua de Santo André.

Visita – Cúpula: Indispensável! A vista da Piazza San Pietro é magnífica. São 551 degraus. Pode-se utilizar um elevador (aconselho), que economiza metade do caminho (sobram 320 degraus). Informações – Preços e horários AQUI.

MUSEUS DO VATICANO – Um dos maiores acervo de artes do mundo, os Museus do Vaticano (no plural, pois são vários pequenos museus) abrigam galerias e salas repletas de tesouros da História Mundial, colecionadas ao longo dos séculos pelos diversos pontífices romanos. Destaque para o Museu Etrusco, a Galeria dos Mapas, o Museu Egípcio, o Museu Pio-Clementino e a mais desejada: a Capela Sistina. Muitos pensam que toda a Capela foi obra de Michelangelo, mas inúmeros artistas são responsáveis por alguns afrescos, inclusive Botticelli. É inegável que a parte destina a Michelangelo – o teto e a parede do altar – ofuscam todas as outras. Incluindo temas como A Criação do Mundo e A Criação de Adão, os afrescos compõem uma obra única, com imagens do Velho e do Novo Testamento. A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Desde a época de Sisto IV, a capela serviu como um lugar tanto para religiosos, como funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido.

Informações, preços e como chegar, no site oficial: www.museivaticani.va

Para não enfrentar a gigantesca fila para os ingressos, compre o seu com data e horário marcado pelo site do Museu do Vaticano.  Clique na opção Admission Tickets e na segunda tela, a opção Vatican Museums and Sistine Chapell, escolher o mês e o número de visitantes e seguir com os procedimentos padrões. Ao ver a fila, você vai agradecer. Após a compra, eles enviam um voucher para o seu email. É só imprimir e apresentar na bilheteria do Museu no dia e hora marcados.

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Museus do Vaticano. Fonte: Wikipédia

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