Atrações de Roma – Ruínas

Com certeza você já escutou a expressão: “‘É impossível visitar Roma e não conhecer o Coliseu”. Mas a cidade oferece muito mais do que apenas o grande deslumbramento perante a arena romana. Todos os caminhos levam à Roma – a frase provém da sua época de glória, quando Roma era a maior cidade do mundo antigo. Atualmente, todos os caminhos da cidade levam à alguma ruína, preservada – ou não – da fase de esplendor do Império Romano.

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Fonte: audioguiderome.com

Abaixo, informações e dicas de como visitar as ruínas romanas, incluindo o Coliseu:

Para começar, pegue o metrô – linha B/parada Colosseo – e desça em frente ao majestoso Coliseu.

COLISEU – Informações e horários: www.the-colosseum.net – Por ordem do imperador Flávio Vespasiano, a construção do Coliseu iniciou-se em 72 d.C. no local de um antigo palácio de Nero, antecessor de Vespasiano, no comando do império. As obras levaram oito anos para serem concluídas e, quando tudo ficou pronto, Roma já era governada por Tito, filho de Vespasiano. Para homenagear seu pai, Tito batizou a construção de “Anfiteatro Flaviano”. As suas arquibancadas acomodavam mais de 50 mil pessoas. Símbolo do Império Romano, era o lugar onde imperadores e nobres assistiam a lutas entre gladiadores, embates entre animais selvagens e escravos, prisioneiros e criminosos, que eram forçados a enfrentar feras ou homens até a morte. Hoje é um dos símbolos máximos da cidade e foi eleito uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Dicas – Coliseu:

1) Acorde cedo, assim você aproveita melhor e evita a grande parte das centenas de turistas;

2) Para evitar as grandes filas para comprar o ingresso ou entrar no Coliseu, use o Roma PassCartões Turístico para descontos – Vale a pena?! – Há uma entrada específica – quase sempre vazia – para quem possui o cartão;

3) O ingresso vale para o Coliseu, Fórum Romano e Palatino. Se a fila para a entrada no Coliseu estiver muito grande – e você não possui o Roma Pass – comece a visita pelo Fórum Romano ou Palatino – onde as filas são menores – e deixe o Coliseu por último;

4) A fila para a bilheteria do Coliseu está muito grande e, mesmo assim, você quer começar a sua visita por ele? Vá para a bilheteria do Fórum Romano ou Palatino – as filas são menores e, em alguns momentos do dia, os guichês estão vazios – compre seu ingresso e volte para o Coliseu;

4) O ingresso é válido para dois dias, mas você só pode entrar em um monumento apenas uma vez. Exemplo: no primeiro dia você visitou o Coliseu. No segundo poderá visitar somente o Fórum Romano e o Palatino;

5) Se possível, deixe um dia para visitar o complexo. É cansativo, principalmente no verão e não esqueça a água, protetor solar e chapéu. 

6) Sobre os “gladiadores” que ficam posando para fotos do lado de fora do Coliseu: todos falam que eles cobram muito caro por uma foto – média de 20 euros. Não é verdade. Você pode negociar um preço bem acessível.

© John Bragg 2008, All Rights Reserved

Coliseu – Fonte: Niceplacegallery

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Interior do Coliseu. Fonte: Wikipédia

ARCO DE CONSTANTINO – Arco triunfal em Roma, localizado próximo ao Coliseu. Construído para comemorar a vitória de Constantino na Batalha da Ponte Mílvio, 312 d.C. A batalha está representada na banda pouco esculpida sobre o lado direito do arco, na frente oposta ao Coliseu. O arco foi inaugurado oficialmente em 25 de julho de 315. Juntamente com o Arco de Tito e o Arco de Septímio Severo (os dois localizados no Fórum Romano), forma a tríade mais famosa dos arcos triunfais de Roma. Detalhes: 21 metros de altura, 25,70m de largura e 7,40m de profundidade. A inscrição central – em latim – significa:

“Ao pio, feliz e augusto imperador César Flávio Constantino, o Grande, dedicou o Senado e o Povo de Roma este arco em sinal do seu triunfo, porque sob inspiração da Divindade e pela grandeza do seu espírito, vingou de um só golpe, com o seu exército e com armas justas, o Estado, tanto sobre o usurpador, como sobre toda a sua facção”.

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Arco de Constantino. Fonte: wikimedia.org

FÓRUM ROMANO – Informações e horários: http://archeoroma.beniculturali.it/siti-archeologici/foro-romano-palatino – Durante séculos o centro da vida pública romana: o local de cerimônias triunfais e de eleições, o local onde se realizavam discursos públicos, os processos criminais, os confrontos entre gladiadores, e o centro dos assuntos comerciais. No complexo, estátuas e monumentos celebraram os grandes homens da cidade. O coração da Roma antiga, foi considerado o ponto de encontro mais conhecido do mundo, em toda a história.

Entradas: 1) Via della Salara Vecchia (atrás do Templo de Antonino e Faustina); 2) Depois do Palatino, próximo ao Arco de Tito.

Saídas: 1) Próximo ao Arco de Settimo Severo; 2) Próximo ao Templo de Venus e Roma.

Principais ruínas do Fórum Romano (clicando no nome, você será direcionado para uma página com fotos e informações históricas sobre a ruína):

Dica: Para uma visita significativa e gratificante, pesquise sobre as ruínas (nos links acima), curiosidades, como foram construídas, etc, porque no local não há muitas placas com informações históricas. Sem conhecimento sobre a Roma Antiga, a visita pode ser um pouco exaustiva e frustrante.

Para uma visita virtual em 360 graus, com informações sobre o Fórum Romano: http://archeoroma.beniculturali.it/carcer-tullianum/

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Ruínas do Fórum Romano. Fonte: Wikipédia

PALATINO – Informações e horários: www.turismoroma.it. Uma das sete colinas de Roma e o local onde – supostamente – tudo começou. No Palatino é onde teria se passado uma das maiores lendas italianas conhecidas: a de Rômulo e Remo. Abandonados em um cesto nas águas do Rio Tibre, os irmãos gêmeos foram salvos por uma loba, que os amamentou e os viu crescer. Adulto, Rômulo matou Remo e, em seguida, fundou Roma oito séculos antes de Cristo.

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Representação da loba amamentando Rômulo e Remo. Obra: Lupa Capitolina – Museus Capitolinos. Fonte: Wikipédia

O Palatino possui 70 metros de altura e nas suas encostas foram construídos, de um lado, o Fórum Romano, e do outro, o Circo Máximo (foi uma arena antiga e local de entretenimento na antiga Roma, situada no vale entre a Colina Palatina e a Colina Aventina). É um imponente complexo de edifícios que exprimem de modo visível o poder e riqueza dos imperadores, de Augusto e Nero a Septímio Severo, entre outros.

O local foi, progressivamente, ocupado pela nobreza e classe mais abastada dos Romanos até que Augusto, nascido no Palatino, aí decidiu edificar a sua residência, a Casa de Augusto, fixando a partir daí a residência oficial dos imperadores.

O próximo palácio construído foi o de Tibério (Palácio Tiberiano, atualmente coberto pelos Jardins Farnesianianos), seguido pelo de Nero, dos Flávios (Palácio Flaviano) e de Septímio Severo (Palácio Severiano). A expressão Palácio (Palatium), que deu origem ao nome da colina, passou a ser usada para o significado que conhecemos hoje.

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Os Palácios dos Imperadores no Palatino

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