Meu dia em Verona

Informações Práticas:

Hospedagem: Hotel Il Ghiro – Via Luigi Negrelli, 21. No post Minhas hospedagens na Itália, comentei sobre todos os hotéis que fiquei no país, com informações e dicas.

Quanto gastei no dia? 74,70 Euros (30 Euros com a diária do Hotel – diária de 60 Euros, dividida por dois viajantes; 9 Euros com a passagem de trem comprada antecipadamente; 35,70 Euros na cidade, com refeições, lembranças, etc)

Nota turística (de 0 a 10):  A cidade é uma delícia… Impossível não dar 10 😉

Para saber sobre a cidade, veja o meu post: Informações e atrações de Verona

Acordei apreensivo… Até aquele momento, tudo estava perfeitamente organizado como descrito no roteiro. O receio de que na próxima cidade-base (veja sobre cidade-base aqui) algum problema surgisse era grande. Para esquecer o assunto, coloquei mais uma colher de Nutella no pão enquanto tomava meu café da manhã. Com tristeza, terminei de arrumar minhas malas e deixei o excelente flat da Ivy (veja aqui sobre a hospedagem em Milão). Minha estadia em Milão foi de apenas alguns dias e eu já sentia uma saudade imensa de tudo como se morasse ali há anos. Chegando na estação Central de Milano, tirei o roteiro do bolso e o receio passou, dando lugar para a euforia. Minha próxima parada: Verona, a cidade de Romeu e Julieta…

Ao chegar na pequena estação da cidade, o receio voltou. Primeiro pensamento: se o B&B era realmente próximo da estação. Minha mochila já estava um pouco pesada devido a algumas compras. Não resisti aos preços em liquidação de Milão. Com o mapa na mão, segui para o B&B. As placas que indicavam os nomes das ruas eram brancas com o nome entalhado, dificílimo de ler. Felizmente, há muitas pessoas de boa vontade que oferecem auxílio nessas horas.

Sem nenhuma grande dificuldade, encontrei o B&B Il Ghirowww.ilghiro.net – muito próximo à estação. Stela, a proprietária, me atendeu com uma simpatia e atenção incrível. Informou que o quarto estava quase pronto, pegou um mapa de Verona e marcou a localização do B&B e de todos os pontos turísticos. Deixei minha mochila e segui para a minha jornada pela cidade. Em poucos minutos, Verona me conquistou. Charmosa, elegante e extremamente acolhedora, a cidade foi uma imensa surpresa. Minha primeira tarefa era comprar o VeronaCard.

O VeronaCard é um cartão turístico que simplifica e auxilia muito os turistas. Quase todas as cidades turísticas da Europa possuem o seu cartão. Com ele, você pode visitar uma lista de atrações turísticas sem pagar nada – somente o preço do cartão – e alguns oferecem, inclusive, transporte público. E o melhor: não é necessário ficar na fila para comprar o bilhete. Dica: antes de comprar qualquer cartão turístico, analise se realmente compensa. Exemplo: o preço do VeronaCard com duração de 24h é de 18 Euros. Com ele é possível visitar a Casa da Julieta (6 Euros), a Arena (10 Euros) e o Castelvechio (6 Euros), entre outras atrações. A soma dos ingressos das atrações mencionadas é de 22 euros. Nesse caso, o VeronaCard compensa. Agora, se você visitar apenas um ou, no máximo, dois locais, o valor o cartão será mais caro do que os bilhetes. Analise! Para saber sobre o VeronaCard: www.turismoverona.eu

Há vários locais que vendem o VeronaCard – lista no site acima – e eu consegui comprar o meu em uma tabacaria. Como a cidade é de fácil circulação e com muitas placas indicativas, logo eu estava na Piazza delle Erbe (veja as Informações e Atrações de Verona aqui). Prepare-se: o desejo de comprar dezenas de produtos vendidos nas barracas é imenso. Confesso que sou fã dos famosos – e considerados por muitos como bregas – imãs de geladeira. Nessa praça, você encontrará milhares deles, juntamente com chapéus, bonés e dezenas de produtos que remetem ao amore e a Romeu e Julieta. Os destaques do local são: o Palazzo Maffei, de 1668, em estilo barroco e a delicada fonte no centro da praça, com a Madona di Verona como destaque, uma estátua da época dos romanos, restaurada a pedido dos Scaligeri, a influente família que governou Verona entre os séculos 13 e 14.

A fonte com a Madona di Verona

A fonte com a Madona di Verona

Ao lado da Piazza dell Erbe, está a Piazza dei Signori. Para se ter uma ideia da proximidade das duas, o Palazzo della Ragione, antigo Tribunal de Justiça da cidade e atualmente um museu de arte, começa em uma Piazza e termina na outra. No centro da Piazza dei Signori está uma estátua de Dante Alighieri, do século 19. Para não se confundir, é só olhar a estátua: Piazza delle Erbe – Madona di Verona e Piazza dei Signori – Dante Alighieri.

Próximo à Piazza delle Erbe, minha primeira atração: a Casa da Julieta. É só seguir pela Via Capello – ou a multidão de turistas – e encontrar um grande portal em forma de arco, com um corredor, que conduz a um pátio interno, com um jardim e a famosa sacada (lembrando que o local é uma atração fictícia para turistas e a sacada não pertencia ao prédio original).

Entrada da Casa da Julieta

Entrada da Casa da Julieta

A casa é um museu, com peças de vestuário e mobiliário, nada muito interessante. Como eu já possuía o VeronaCard, entrei para conhecer e concluí que, se você não comprar o cartão, não compensa pagar o ingresso para visitar o interior. O que mais chama atenção dos turistas é a estátua da Julieta no jardim. Dezenas de turistas fazem uma fila enorme para tirar a famosa foto segurando o seio direito da estátua, para trazer sorte no amor e na vida. Não que eu acredito totalmente nessas superstições, mas para não deixar a Julieta magoada, também tirei a foto.

Todos os turistas tiram fotos com a estátua

Todos os turistas tiram fotos com a estátua

Segui para a Torre Lamberti que oferece uma vista panorâmica de todo o centro histórico de Verona. Com seus 83 metros de altura, a torre possui um elevador para quem não quer se arriscar a subir os seus 243 degraus. Próxima à torre, está a Basílica de Santa Anastacia que merece ser visitada. Construída em 1290, é um grande centro de culto católico na parte histórica da cidade.

Torre de Lamberti

Torre de Lamberti

Mas a melhor vista da cidade, em minha opinião, é a do Teatro Romano e Museu Arqueológico de Verona, um pouco afastado do centro da cidade. Seu acesso é feito pela Ponte Pietra, que cruza o rio Adige. O Teatro, que data do século I a.C., fica no alto de uma colina e a paisagem é deslumbrante. O local ainda é utilizado para concertos e festivais de música. O museu possui um acervo de peças interessantes: estátuas, colunas e objetos encontrados nas escavações, o que agrega valor as ruínas do local.

Teatro Romano

Teatro Romano

Para o almoço, escolhi um restaurante na caminhada de volta para o centro. Desde Milão, eu percebia algumas pessoas bebendo algo de cor vermelha, com uma fatia de laranja dentro. No restaurante escolhido, havia uma mesa com mais de oito pessoas, todas bebendo o referido drinque. Perguntei para o garçom o que era e conheci um dos meus futuros vícios: o Spritz, um drinque com 1 dose de Aperol ou Campari vermelho, 1 dose de Prosecco ou qualquer outro espumante e uma fatia de laranja (se quiser, pode acrescentar um pouco de água para ficar mais fraco). Uma delícia! Ainda mais acompanhado do meu prato, um risoto de aspargos maravilhoso.

A belíssima vista da cidade do Teatro Romano

A belíssima vista da cidade do Teatro Romano

Após um breve descanso – e três Spritz – segui para a Piazza Bra para conhecer o grande símbolo de Verona: a Arena. A praça, um grande triângulo renovado, com belos edifícios coloridos, sendo um ponto de partida para conhecer Verona a pé é delimitada por imensos portões – os Portões da Bra – construídos em 1480. A Arena se assemelha a uma versão reduzida do Coliseu de Roma. Incrivelmente preservada, atualmente a Arena é palco para um dos festivais de Ópera mais famosos do mundo: o Festival de Ópera de Verona, com grandiosos figurinos e cenários.

A Arena de Verona

A Arena de Verona

Próxima atração: Igreja di San Fermo. Poucas pessoas sabem, mas quando você visitar o local, visite a Igreja Inferior. A sensação de paz é indescritível!!! Visitei dezenas de igrejas na Itália. Algumas suntuosas, outras simples e medievais, mas a sensação de paz que a Igreja Inferior de San Fermo proporciona é inigualável. A construção foi iniciada no século XII, reformada no século XIV. Quando perguntei para um Sr. que limpava o chão onde ficava a entrada para a Igreja Inferior, ele deu um sorriso e disse que poucos conhecem a existência dela.

Igreja de San Fermo

Igreja de San Fermo

A última visita do dia foi ao Castelvecchio. Dezenas de portas, entradas, saídas, armaduras expostas, cerâmicas, objetos medievais, etc, formam o complexo do castelo. Originalmente construído para ser uma fortaleza e residência, atualmente abriga o Museu Civico de Castelvecchio, instalado entre 1959 e 1973. O estilo do arquiteto Carlo Scarpa – que restaurou o local – é visível nos detalhes dos portais, escadarias, mobiliário e nos acessórios desenhados para manter todo o aspecto do castelo.

Já era final de tarde quando saí do Castelvecchio e eu estava exausto. Verona possui uma quantidade significativa de atrações e, para conhecê-las em um dia, é necessário uma grande disposição. Chegando ao B&B, fui conhecer o quarto. Excelente! Muito bem organizado e limpo, com estilo de “casa de vó”. Após um bom banho quente, comi apenas algumas frutas. Apesar da satisfação de conhecer a cidade, o cansaço não me deixou vê-la com as luzes acesas…

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