Meu dia em Vicenza

Informações Práticas:

Hospedagem: Hotel Il Ghiro – Via Luigi Negrelli, 21, Verona. No post Minhas hospedagens na Itália, comentei sobre todos os hotéis que fiquei no país, com informações e dicas.

Quanto gastei no dia? 110,47 Euros (30 Euros com a diária do Hotel – diária de 60 Euros, dividida por dois viajantes; 18 Euros com as passagens de trem compradas antecipadamente; 20,90 Euros com as atrações turísticas; 41,57 Euros na cidade, com refeições, lembranças, etc)

Nota turística (de 0 a 10): 8, principalmente pela belíssima arquitetura da cidade 😉

Para saber sobre a cidade, veja o meu post: Informações e atrações de Vicenza

Mais uma vez acordei com o cheiro de café maravilhoso que a Stela prepara com o maior carinho. O B&B Il Ghiro foi um achado em Verona. A proprietária consegue manter o clima de uma “casa que recebe visitantes”, além de conversar, dar dicas da cidade e ser muito atenciosa. Empolguei-me com a conversa e o café – quem não se empolga com croissants quentes e nutella?! – e, quando vi o horário, saí correndo para a estação de trem. Hoje era o dia de visitar Vicenza!

Exatos trinta minutos depois eu estava na cidade. O céu estava maravilhoso, sem nenhuma nuvem e o sol brilhava intensamente. Felizmente, o vento ajudava a dissipar o imenso calor. Vicenza é uma cidade pequena, de fácil acesso e excelente para caminhar a pé. Como cheguei cedo – 8h da manhã – poucas pessoas caminhavam pelas ruas, um fator excelente para conhecer e admirar a arquitetura da cidade.

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Sem rumo e não prestando muita atenção nas placas, cheguei à Piazza dei Signori, a principal praça da cidade. A Torre de Bissara se localiza nessa praça, juntamente com a Basílica Palladiana. Essa última é para se admirar! O verde do seu telhado em forma de barco virado chama muito a atenção, juntamente com as várias estátuas de deuses gregos. O nome remete diretamente a Palladio, o maior nome da arquitetura de Vicenza, sendo a sua primeira encomenda de uma obra pública. Atualmente, a Basílica possui três espaços expositores independentes, onde são realizadas mostras de arquitetura e arte. O Palladio Loggia del Capitaniato, também projetado por Palladio em 1565, fica em frente à Basílica e hoje é usado como sede do conselho comunal da cidade.

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Palladio Loggia del Capitaniato

Para aproveitar o período em que a cidade não estava repleta de turistas, segui para o Teatro Olímpico, mais uma obra de Palladio. A construção de 1579 foi finalizada por seu discípulo Vicenzo Scamozzi, que seguiu os rascunhos originais e criou o palco permanente, construído de madeira e gesso, pintado para lembrar o mármore. A obra representa a cidade grega de Tebas, e sua perspectiva cria a ilusão de profundidade. O palco é deslumbrante e, para completar minha visita, um coral ensaiava na arquibancada do teatro. Um grande presente!

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Palco do Teatro Olímpico

Palco do Teatro Olímpico

Voltando para o centro, encontrei um restaurante muito charmoso, no final de uma ruela minúscula, repleta de flores e folhagens. Ao entrar no local, imaginei que os preços seriam astronômicos. Analisando o cardápio, uma surpresa: os preços eram fantásticos e os pratos com uma aparência incrível. Sentei em uma das mesas do lado de fora e saboreei uma das refeições mais deliciosas da minha viagem: frango grelhado com ervas e polenta cremosa com queijo, acompanhado com um ótimo Spritz (drinque típico italiano). O valor da conta? 12 euros… Uma pechincha!

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Após um pequeno descanso, fui a um supermercado e comprei vários petiscos: uvas, queijos, nozes, pães e uma pequena garrafa de vinho, para um delicioso piquenique no gramado da próxima atração: La Rotonda. Para chegar, é necessário pegar o ônibus nº 8, com algumas paradas nos pontos da cidade ou na estação de trem. Como já vimos no post sobre as atrações de Vicenza, a deslumbrante vila projetada por Andra Palladio é uma aristocrática residência de campo. Considerada um grande exemplo da arquitetura moderna, dezenas de alunos a visitam todos os dias para estudar seus detalhes. A Villa Rotonda (Casa Redonda) possui quatro lados rigorosamente idênticos, cada qual com um pórtico e forma de fachada de templo, agrupados em torno de um amplo átrio que recorda o Panteão Romano. O projeto foi amplamente copiado e deu origem ao Estilo Palladiano. A sua estrutura é extremamente lógica, obedecendo a uma racionalidade completa de geometria e matemática.

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La Rotonda

Ao olhar a construção e o lindo gramado, você pode pensar: “ok, é bonito… mas, é só isso?!” Não! A maior riqueza da La Rotonda é o seu belíssimo interior muito bem conservado. As pinturas na cúpula são deslumbrantes e podem deixar o pescoço doendo, já que é impossível parar de observar. Depois de aproveitar a visita, saí e deitei em uma maravilhosa sombra para fazer o meu piquenique, enquanto observava vários estudantes desenhando a atração.

Em frente à rua que leva a La Rotonda, há uma placa de indicação para a Villa Valmarana ai Nani, uma vila veneziana localizada no sopé do Monte Berico. Propriedade da família nobre de Valmarana, ainda é habitada por parte da família. Ao entrar no saguão, concluí que não compensava pagar 10 euros para entrar. O local é muito bonito, mas o cheiro de mofo e o interior sombrio auxiliaram na minha decisão.

Iniciei uma grande caminhada para a última atração do roteiro: o Monte Berico. Situado ao sul da cidade, possui quase mil metros de altitude. Pertence ao remoto sistema de montanhas de origem vulcânica que se estende por mais de trinta quilômetros. É um longo percurso, mas a vista da cidade é esplêndida e há um mirante para o deleite dos turistas. Para completar, cheguei no início de uma missa na Igreja do Monte Berico.

Igreja do Monte Berico

Igreja do Monte Berico

Para chegar à estação foi mais rápido e em pouco tempo – até porque cochilei no trem – já estava em Verona novamente. O cansaço era forte e aproveitei para jantar em uma pizzaria próxima à estação. No caminho de volta para o B&B encontrei um bar chamado Cikos, com uma placa convidativa: Spritz – 2,50 euros. Nada melhor para relaxar do que um drinque, não é mesmo?! Aliás, um não… Quatro! Como o bar estava quase vazio, a proprietária se aproximou e começamos a beber juntos e acho que ela gostou de mim, já que ganhei mais alguns Spritz de brinde. Não entendo muito italiano e ela falava muito rápido e enrolado, provavelmente devido à bebida. Dessa forma, eu não entendia nada mesmo… Foi uma ótima conversa!!

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Um comentário sobre “Meu dia em Vicenza

  1. Olá Márcio ótimas dicas, mas fiquei curiosa… Você lembra o nome desse restaurante maravilhoso dessa ruela que você mencionou? Estou com viagem marcada, e gostaria de passar por lá. Desde já, agradeço! Ana

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