Golpes contra turistas (e algumas dicas para evitar)

Ao pesquisar sobre os meus destinos, encontrei várias informações sobre os golpes contra os turistas. Alguns inacreditáveis! Confesso que fiquei cético em relação a alguns deles, até presenciar comigo e contra outras pessoas. Não fui vítima de nenhum porque me informei sobre eles. Abaixo, uma lista dos mais comuns (muitos eu mesmo comprovei):

CARTEIRAS: Esse é clássico e existem em qualquer lugar do mundo. O que chama atenção nessa categoria é o imenso número de casos, principalmente na Europa. Para se ter uma ideia, em várias atrações turísticas há avisos para se prestar atenção nos “pickpockets”. Na Torre Eiffel, por exemplo, onde o fluxo de turistas é gigantesco e há uma proximidade muito grande entre eles devido ao excesso de pessoas, existem diversos anúncios com o alerta;

O ANEL (presenciei e tentaram comigo): Alguém se abaixa, “pega um anel do chão” e pergunta se o objeto é seu. Nesse golpe há duas vertentes: 1) enquanto a pessoa distrai a vítima, os comparsas aproveitam para roubar a carteira ou objetos das bolas; 2) a vítima responde que o anel não é seu e se inicia uma insistência insuportável para que ela fique com a peça, em troca de alguns euros;

A ROSA (presenciei): Rapazes ou moças – geralmente muito bem vestidos – entregam uma rosa para a mulher, principalmente se estiver acompanhada. Se ela aceitar, imaginando ser um gesto de gentileza, eles cobram uma quantia imensa pela flor e não aceitam devolução, constrangendo o casal;

A FITA (presenciei e tentaram comigo): Uma pessoa, muito educada e gentil, oferece a você uma fita de lembrança do país e se oferece para amarrar em seu braço. Após, é cobrado uma quantia exorbitante pelo item ou comparsas aproveitam seu momento de distração para roubar a carteira ou os pertences da vítima (em Milão, um rapaz gritava – com muita agressividade – com uma turista que deixou ele amarrar a fita e não queria pagar);

TRUQUES: Sabe aquele truque em que uma pessoa coloca uma bolinha em um copo e, com mais dois copos vazios, faz uma encenação com as mãos para o turista descobrir onde está a bolinha?! É o mais comum. Algumas pessoas – que estão na mini plateia que se forma – apostam muito alto. Geralmente, elas são comparsas da pessoa que está fazendo o truque, para incentivar apostas com altos valores. Podem aproveitar o momento de distração para praticar pequenos furtos;

OS “TURISTAS PERDIDOS”: Dois ou três “turistas” chegam para pedir informações, mostrando que estão perdidos. Se isso acontecer com você, cuide muito bem da sua bolsa e da sua carteira, porque eles são especialistas em furtos;

A FOTO (presenciei): Se você está sozinho, ou quer tirar uma foto com o(s) seu(s) acompanhante(s) de viagem, cuidado ao pedir para um estranho tirar a foto. Eles podem fugir com a sua câmera ou como seu celular (em Paris, vi um rapaz correr com o Iphone de uma turista);

TÁXIS: Corridas por percursos diferentes “mais rápidos” (o que deixa a corrida mais cara), malas que ficam no porta-malas e não são entregues, o motorista insiste em dizer que o hotel reservado está fechado e leva o turista para outro local mais caro, etc. Há diversos relatos de golpistas com táxis. Fique atento!

O TROCO: Em alguns lugares, a pessoa demora para fazer a contagem do troco ou faz uma contagem confusa, na esperança que você pegue o que ela entregou e não faça uma conferência. Geralmente, a quantia entregue é menor do que você deveria receber.

A LISTA PARA ASSINAR (presenciei e tentaram comigo): Às vezes é para ajudar uma ONG que auxilia doentes na África; outras, para combater a o porte de armas; em algumas, um protesto contra os gases poluentes das grandes metrópoles… Não interessa o motivo, mas se você assinar, com certeza os jovens amáveis e educados exigirão uma quantia – geralmente 20 euros – e não adianta dizer que não, porque eles afirmam que você concordou em doar ao assinar o papel.

DICAS: Como em qualquer local do mundo, são necessários alguns cuidados para nossa segurança. Evidentemente que não é preciso uma “paranoia extrema”, até porque ela irá desgastar – ou acabar – com a sua viagem. Alguns cuidados como:

Uma Bolsa a tiracolo ou estilo carteiro: para guardar os pertences, como câmeras, roteiros, guias, etc, de preferência com as abas grandes e largas (que cobrem o zíper de abertura) e com uma alça reforçada.

Locais para guardar dinheiro ou documentos: as Money Belt ainda são as preferidas. São minibolsas de tecido que podem ser amarradas no peito, na perna, na cintura ou no braço. Há novas técnicas, como compartimentos secretos em cintos ou sapatos. Um amigo pediu para uma costureira fazer bolsos com zíper invisível em suas cuecas para guardar o dinheiro.

Não conte e nem mostre a quantia de dinheiro em sua carteira. Em alguns locais, presenciei alguns turistas tirando grande maços de dinheiro para pagar algo. Principalmente nas grandes cidades, sempre há pessoas atentas para escolher a próxima vítima para um assalto. Separe as notas que utilizará no dia e, caso falte, procure um lugar reservado para mexer em seu dinheiro, como um banheiro.

Carteiras: nunca deixe a carteira no bolso de trás ou em bolsas – ou mochilas – carregadas nas costas. Deixe-a no bolso da frente. Para as mulheres: deixe a carteira na bolsa e a carregue sempre na parte da frente do corpo.

Anote os números de todos os cartões, números de emergências e telefones de bancos para cancelamento. Faça um arquivo digital de todos os documentos (passaporte, principalmente) e dos cartões e guarde em seu email pessoal.

Cuide de suas bolsas e malas e não as deixe fora de seu alcance nem por um segundo. Lembre-se que os assaltantes são rápidos e – quando você perceber que está faltando algo – será tarde demais.

Cuidado com quem oferece ou pede ajuda: não mostre sua carteira, cuide dos seus pertences e não fale sobre seu local de hospedagem ou informações pessoais.

cuidado

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13 comentários sobre “Golpes contra turistas (e algumas dicas para evitar)

  1. No Egito so alugue camelo em dupla e não aceite que os caras perto das pirâmides peguem sua câmera. Os taxistas do Egito combinam um preço e depois querem cobrar o triplo.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Na italia uma mulher me ajudou a subir com as malas no trem mesmo eu dizendo que não precisava, e no final disse que queria dinheiro porque ela me ajudou. Espertamente eu so tinha cinco euros na carteira e mostrei pra rla dizendo que era o unico dinheiro que eu tinha. Ela disse que servia, mas eu disse que não daria porque era o unico dinheiro que eu tinha, e insistindo muito, eu comecei a engrossar, e ela finalmente foi embora sem levar nenhum tostao.

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